Comportamento digital muda comunicação corporativa

O Brasil encerrou 2025 com 185 milhões de usuários de internet, o equivalente a 86,9% da população. O país também registrou 217 milhões de conexões móveis ativas e 150 milhões de identidades de usuários em redes sociais. Esse nível de conectividade exige que as empresas analisem com mais atenção sua comunicação corporativa.

Públicos mais conectados acessam informações por diferentes canais, acompanham posicionamentos e formam percepções a partir de múltiplos pontos de contato.

Comportamento digital

28 milhões de pessoas ainda estão offline no Brasil, o que representa 13,2% da população. Ao mesmo tempo, entre os usuários conectados, 81,1% usavam ao menos uma plataforma social. Embora o digital tenha escala nacional, ele não elimina diferenças de comportamento, confiança e consumo. Por isso, presença digital exige diagnóstico. É necessário entender onde os públicos estão, como se informam, quais assuntos mobilizam conversas e quais riscos podem afetar a percepção sobre a marca.

Esse é o papel da análise de dados e bussiness inteligence. A Fundamento Análises, atua com pesquisas quantitativas, entrevistas qualitativas, auditorias de opinião e imagem, cenários setoriais, monitoramento de redes sociais, mapeamento de stakeholders e políticas públicas, além de soluções apoiadas por BI, IA e machine learning.

Alcance não significa confiança

As redes sociais ocupam um espaço importante no consumo de informação. Na pesquisa Como o Brasileiro se Informa?, da Fundamento Análises, elas aparecem como o principal meio de informação para 21% dos respondentes, atrás de sites de jornais, revistas, rádios ou canais de TV, com 29%, e portais de notícias, com 24%. Mas isso não se significa confiabilidade.

A mesma pesquisa mostra que as redes sociais receberam apenas 14% das indicações de confiabilidade, enquanto sites de jornais, revistas, rádios ou canais de TV alcançaram 53%, portais de notícias 50% e jornais impressos 47%. O levantamento também aponta que 42% dos entrevistados afirmaram já ter recebido fake news manipulada por inteligência artificial.

Para empresas, isso reforça a importância de integrar canais. Redes sociais são relevantes para alcance e relacionamento, mas a construção de confiança depende também de outras presenças qualificadas.

Relações Públicas além da exposição

Em um ambiente em que públicos acessam informações por diferentes canais e formam percepções em tempo real, as Relações Públicas assumem um papel estratégico na gestão da reputação. Mais do que ampliar visibilidade, o objetivo é fortalecer o relacionamento com jornalistas, lideranças setoriais e demais stakeholders que influenciam a imagem e a credibilidade da organização.

Na prática, isso significa que a estratégia de RP deve responder a perguntas como:

  • Quais temas a empresa tem legitimidade para ocupar?
  • Quem são os porta-vozes mais adequados para cada pauta?
  • Quais veículos, jornalistas e influenciadores realmente conversam com os públicos estratégicos?
  • Que riscos reputacionais podem surgir a partir de conversas digitais?
  • Como transformar dados, posicionamentos e conhecimento técnico em autoridade pública?

O valor da estratégia de comunicação está em reduzir assimetria de informação, fortalecer confiança e preparar a organização para conversas relevantes antes que elas se tornem urgentes.

Comunicação corporativa apoia decisões de negócios

O comportamento digital tornou a comunicação corporativa mais exposta ao escrutínio público e mais dependente de confiança. Empresas que monitoram seus públicos, estruturam mensagens consistentes e fortalecem relacionamentos institucionais conseguem responder melhor às mudanças desse ambiente.

A Fundamento Grupo de Comunicação apoia organizações nesse processo, integrando inteligência, Relações Públicas, marketing e produção de conteúdo para transformar dados, contexto e estratégia em comunicação mais eficiente.

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